quinta-feira, 24 de março de 2011

BRASILEIRO ENTRE OS 100 MAIORES QUÍMICOS DO MUNDO

GOIÂNIA - ANO I - 58

DA FOLHA DE SÃO PAULO
Luiz Gustavo Cristino


Muito trabalho, força de vontade e gosto pelo desafio. Essas são as matérias-primas que o químico Jairton Dupont, 51, considera essenciais para o crescimento acadêmico e para sua figuração na lista dos cem químicos mais influentes da década. Elaborado pela empresa Thomson Reuters, que tradicionalmente mapeia as publicações científicas mundo afora, o ranking traz Dupont como o único brasileiro presente, na 83ª colocação.

As pesquisas de Dupont, que é professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), visam ao desenvolvimento e estudo de líquidos iônicos orgânicos, principalmente para aplicação na indústria petroquímica.

Jairton Dupont, que estuda substâncias iônicas, leciona na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Na lista, são 70 químicos dos EUA, 7 da Alemanha e 4 do Reino Unido."Do ponto de vista pessoal, fico bastante contente, mas, pensando de forma geral, acredito que temos um reflexo de uma política", diz o químico nascido em Farroupilha (RS), lamentando a ausência de outros brasileiros e de outros países emergentes, como China e Rússia. "As instituições em que se concentram 80% dos químicos selecionados têm tradição no ensino por meio da pesquisa e possuem muito mais estudantes de pós-graduação do que de graduação", afirma Dupont.

"A graduação também é importante, mas instituições conhecidas por sua excelência em pós devem se especializar, focar essa área." O critério para a elaboração da lista foi o número de citações de cada cientista em trabalhos acadêmicos. Todos os seus integrantes publicaram pelo menos 25 artigos e foram citados em pelo menos 50 diferentes publicações.


CRÍTICAS
Contrário à escolha de dirigentes acadêmicos por eleições e a concursos públicos para professores-pesquisadores, ele define o sistema brasileiro como "pseudodemocracia universitária". "Lá fora, as escolhas são feitas por capacitação e mérito". Dupont também não acredita no sucesso de instituições dedicadas unicamente à pesquisa, e não ao ensino. Segundo ele, o fracasso desse tipo de entidade está historicamente comprovado. Sobram críticas aos cursos noturnos de graduação. "São um desperdício de dinheiro", diz. Ele defende que o retorno seria maior se houvesse bolsas de estudo para alunos em período integral. "É um investimento muito melhor, porque a pessoa vai ser formar no tempo normal, em quatro anos ou até menos, e vai estar muito mais bem preparada."
Com sua experiência, ele recomenda aos iniciantes paciência e jogo de cintura para lidar com frustrações. "As pessoas acreditam que a notoriedade faz com que eu sempre tenha pedidos aprovados, mas sou como qualquer um, eu tenho meus projetos negados, isso faz parte do processo. Quem aprende a conviver e a melhorar com isso vai ser feliz."

Comentário do Blog.
Concordo com quase tudo que ele disse. Mas discordo quanto ao curso noturno. Precisamos de cursos noturnos. Para melhorá-los cada vez mais, temos que investir em estudos e não abandoná-los. No resto eu até concordo.

3 comentários:

  1. Eduardo Cavalcanti24 de março de 2011 21:37

    Também concordo com quase tudo, porém não vejo a pós mais importante do que a graduação, até porque é nela que são formados os conceitos básicos de química geral.

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  2. 70 químicos dos EUA!!! Essa lista é democrática msm hem! Só tem químicos bons lá né!?

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  3. quimica de noite pra que para ser a vergonha igual a do iq da ufg onde os alunos nao sabe nem balancear equaçao quem teve a infeliz ideia de criar quimica noturno

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