segunda-feira, 14 de maio de 2012

AQUECENDO A TERRA POR MEIO DO PUM

Uberlândia - Ano II - 106

Olá Químicos e Agregados. Reproduzo reportagem da BBC Brasil. Comento ao final.

DA BBC BRASIL
Dinossauros podem ter ajudado a aumentar a temperatura do planeta com sua flatulência, segundo pesquisadores britânicos. Os cientistas calcularam a emissão de gás metano dos saurópodes, incluindo a espécie que era conhecida como Brontossauro. Comparando estas medidas com a emissão de gases das vacas, eles estimam que a população de dinossauros como um todo, até sua extinção, produzia 520 milhões de toneladas de gás anualmente. Eles acreditam que o gás liberado pelos animais pode ter sido um dos principais fatores que causaram o aquecimento da atmosfera há cerca de 150 milhões de anos, durante a Era Mesozóica. David Wilkinson, da Universidade John Moore, em Liverpool, e pesquisadores da Universidade de Londres e da Universidade de Glasgow publicaram seus resultados na publicação científica Current Biology.

MICRÓBIOS RESPONSÁVEIS
Os saurópodes, como os da espécie Apatosaurus louise (que já foi chamada de Brontossauro), incluíam alguns dos maiores animais que já viveram na Terra. Eles eram grandes animais terrestres com pescoços e caudas compridos e cabeças relativamente pequenas e eram herbívoros. Mas para Wilkinson, os grandes dinossauros não são tão interessantes quanto os organismos microscópicos que viviam dentro deles. "A ecologia dos micróbios e seu papel na formação do nosso planeta são um dos meus principais interesses na ciência", disse ele à BBC. "Os dinossauros neste trabalho capturam a imaginação popular, mas na verdade são os micróbios que viviam nos intestinos dos dinossauros que produziam o metano."

Micróbios nos estômagos de espécies ruminantes produzem gás metano enquanto digerem a massa vegetal. O gás é liberado como flatulência. O metano é conhecido como um "gás causador de efeito estufa", que absorve a radiação infravermelha do sol e a aprisiona na atmosfera terrestre, levando a temperaturas mais altas. Estudos anteriores sugerem que a Terra era até 10 graus mais quente na Era Mesozóica.

EMISSÕES DE GÁS
Os pesquisadores utilizaram dados sobre as emissões de gases de bois e vacas, que atualmente contribuem com uma parte significativa dos níveis globais de metano, para estimar como os saurópodes poderiam ter afetado o clima. Os cálculos consideraram a população total estimada de dinossauros no planeta e usaram uma escala que liga a biomassa ao nível de emissão de metano do gado. "As vacas hoje em dia produzem algo como 50 a 100 milhões de toneladas por ano. Nossa melhor estimativa para os saurópodes é de cerca de 520 milhões", disse Wilkinson.

Mas Wilkinson afirma que os dinossauros não eram os únicos produtores de metano durante a Era Mesozóica. "Havia outras fontes de metano na Era Mesozóica, então o nível total do gás era provavelmente muito maior do que agora", disse. As atuais emissões de metano no mundo totalizam cerca de 500 milhões de toneladas anuais, que vêm de uma combinação de fontes naturais como animais selvagens e atividades humanas como a produção de laticínios e carne.

Comentário do Blog:

Pessoal. Perdoem-me pelo linguajar um pouco escatológico, mas eu já andava bastante desconfiado daquelas pesquisas que diziam que o efeito estufa era causado pelo PUM das vaquinhas. Agora vem os caras me dizerem que o aquecimento da Terra pode ter sido causado pelo PUM de dinoussauro?!! É o que sempre digo, quando se faz ciência: uma evidência ou um resultado PODE levar a uma série de inferências, inclusive de que o PUM pode ter lascado a Terra ou ainda estar lascando. Há de se ter critério e bom senso na análise de todos os resultados. PODE até ser o caso das pesquisas acima, mas seria considerar o PUM um agente nocivo ao mundo. Exagero? Bom, já o é para o olfato...


segunda-feira, 23 de abril de 2012

INSETOS ROBÔS

Goiânia - Ano II - 105

Olá Químicos e Agregados.

O Instituto de Química, por meio do LEQUAL, está desenvolvendo alguns tipos se robôs imóveis para ensinar química. O primeiro deles é um robô imóvel tabela periódica. Não. Ainda não demos um nome para ele. 

Quem esteve no espaço das profissões pôde dar uma olhadinha nele e até interagir com o danado.

Mas pelo que vi e li em um artigo no Journal of American Chemical Society, uma das principais revistas científicas na área de química, da ACS (American Chemical Society), a gente ainda está muuuiiito no começo.

Olha só. Os caras, liderados pelo Dr. Evgeny Katz, da Universidade Clarkson, em Nova York conseguiram a proeza de, como direi, "robotizar" um caracol. Como fizeram? Mais ou menos assim: pegaram um caracol vivo e colocaram, entre a concha (casinha, ou sei lá o que seja aquilo) do caracol e sua cabeça, dois eletrodos, revestidos de enzimas. Pois é, nessa área na qual foram colocados os eletrodos de enzimas é uma região com alta densidade de glicose.

Resumindo: as enzimas presentes no eletrodo iniciam algumas reações químicas que produzem um fluxo de elétron que se utilizam do meio presente, no caso, as moléculas de glicose.

A ideia é que essas reações que produzem eletricidade sejam sempre retroalimentadas pela glicose, produzida pelo caracol em uma sistema de abastecimento e gasto de energia.

Pra quê isso tudo? Ora, para, através de um sistema de eletrodos, poder guiar o inseto. Por exemplo, levá-lo para dentro de uma escola esvaziada após uma ameaça de bomba ou ainda, diversas incursões nas quais um robô normal seria difícil de guiar. Interessante lembrar que caracóis e baratas (sim, já fizeram com baratas, o mesmo grupo) podem adentrar facilmente em qualquer ambiente, pequeno ou grande.

E você aí, com medo de uma barata. Sem bem que você pode ter razão, vai que seja uma dessas robóticas, né?

Quer ler o artigo completo? Se der sorte, ainda está disponível aqui:


Um mol de abraços a todos.

segunda-feira, 19 de março de 2012

EDUCAÇÃO COMPARADA

Goiânia - Ano II - 104

Olá Químicos e Agregados.

O título desse post tem o propósito de ser provocativo mesmo.

Vou fazer uma brincadeira que espero que gostem, para que todos vejam o quanto a sanha avaliadora/meritocrática dos governtantes brasileiros é mais prejudicial do que tudo. Vamos lá:

1) Habitantes
FINLÂNDIA - Cerca de 5 milhões.
GOIÁS - Cerca de 4,5 milhões.

2) Posição no PISA nos últimos 10(!!) anos
FINLÂNDIA - Entre os 2 primeiros.
GOIÁS/BRASIL - Entre os 10 últimos.

3) Salário do Professor
FINLÂNDIA - Cerca de 3100 dólares, em média, início de carreira, 40 horas (12 em sala, em uma escola apenas, dedicação exclusiva, ano de 2011).
GOIÁS -Cerca de 1100 dólares, em média, início de carreira, 40 horas (28 em sala de aula, em sabe-se lá, quantas escolas, ano de 2012).

4) Nível Fundamental
FINLÂNDIA - Sistema de ciclos. Alunos mais fracos são deslocados para o contra turno para terem aulas com outro professor, específico para tal fim. Até que o aluno se recupere e se inclua novamente no ritmo da turma.
GOIÁS - Sistema de ciclos. Bem, melhor não comentar o que todo mundo conhece...

5) Nível Médio
FINLÂNDIA - Acadêmico e vocacional (um tipo de técnico).
GOIÁS - Propedêutico (????).

6) Estrutura Física
FINLÂNDIA - Exposição das arquiteturas de suas escolas em salões de arquitetura de toda a Europa. Espaço limpo, amplo, bonito, florido, etc e tal. Todos se sentem bem DENTRO da escola, em termos de conforto e espaço.
GOIÁS - Exposição da arquitetura de suas escolas em Jornais e televisão como exemplo de descaso. Escolas caindo aos pedaços. Algumas de lata e placa de muro. Quentes, não arejadas, feias e nenhum pouco convidativas. Todos se sentem muito melhor FORA da escola.

7) Licenciaturas
FINLÂNDIA - Um dos cursos mais concorridos, pois todos sabem que a carreira é valorizada, o salário é bom e que a educação é uma prioridade da sociedade e claro, dos governantes.
GOIÁS - Um dos cursos MENOS concorridos, pois todos sabem que a carreira NÃO é valorizada, o salário é ruim, a titularidade é roubada, a educação NÃO é prioridade, os bingos é que são prioridade dos governantes.

8) Testes padrões, avaliações dos professores pelos alunos, meritocracia, avaliação por produção, avaliação, avaliação, avaliação, produção, produção, avaliação do professor pelo resultado dos testes dos estudantes...
FINLÂNDIA - NÃO HÁ, e caso houvesse, "os professores abandonariam as escolas até as autoridades abandonarem essas ideias malucas..."(Pasi Sahlberg, pesquisador finlandês, ex-professor de ciências).
GOIÁS -  Eheheheheheheheheheheheheh.

9) Imprensa
FINLÂNDIA - Defende o professor, pois sabe sua importância na sociedade e na própria imprensa. É livre, inclusive pode atacar o governo.
GOIÁS - ATACA!!! o professor, culpando-o das mazelas da sociedade, chamando-o de xiita, baderneiro, arruaceiro e defende o governo (???). Inclusive, parte de sua receita é oriunda do, bem, ééé, welll, do governo.

Há mais comparativos, muito mais. Mas é covardia com o estado que me acolheu.

E agora? Senhor secretário. Senhor governador. Ficou claro ou querem que desenhe?

Não. Não sou eu que falo isso tudo aí de cima não. É a literatura internacional, que parece não ser lida pelos nossos governantes que estão atrelados a uma política neoliberal ligada a distribuição de receitas no Banco Mundial. A ideia de homogeinização mundial do ensino e aprendizagem.

Bastam leitura e VONTADE POLÍTICA.

Convenhamos. Nossos governantes não têm nenhuma das duas.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SOBRE DIREITO DE GREVE

São Carlos - SP - Ano II - 103

Olá Químicos e Agregados.

Faço uma pergunta para todos. O que é uma greve? 

Simples: os trabalhadores param suas atividades, de forma voluntária e COLETIVA, esgotadas todas as formas de negociação. E sou testemunha de como os professores tentaram negociar com o governo, mostrando a ele o absurdo de uma lei que achata salários. 

Vi os professores pressionando os seus "representantes eleitos pelo voto(?)" durante manifestação na assembleia e principalmente, vi a proposição de uma lei, descida goela abaixo pelo governo do estado, SEM ouvir a classe interessada, destruindo um plano de carreira, em favor de uma meritocracia que não têm mérito, acirra a competitividade na escola e é mascarada como aumento. Eu não falo isso porque sou ligado a algum partido. Eu sei ler. Li o projeto. Só isso. Eu sou ligado aos professores, porque sou um professor. Eu formo professores. Eu não desisto deles. O estado, sim.

Isso não seria um movito para tais paralizações, já que se esgotaram as negociações?

Quando todas as tentativas são utilizadas e o trabalhador não é ouvido em suas reivindicações ou ele é enganado de forma descarada, ele tem sim direito a greve. Nossa constituição garante isso:

"Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender."

O interesse aqui é claro. Devolvam o plano de carreira, não achate o salário e pare de nos enganar com a "enganocracia". Mas temos os parágrafos desse artigo:
 
"§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade."

A educação foi definida por lei como atividade essencial. Uma atividade inadiável para a comunidade. Assim, a greve dos professores do estado de Goiás foi considerada ilegal (????).

Ou seja. Fica quieto, ganhando pouco e não reclame, porque a atividade essencial não pode parar. Notaram como a lógica é invertida? Se é essencial, não deveria ser valorizada?

Ilegal, meus amigos, deveria ser um secretário economista que acha que entende de educação ser secretário da educação.  Ilegal, deveria ser um livro sobre educação que não cita ninguém, ser usado como pseudo referência. Ilegal, deveria ser a fome. Ilegal, deveria ser o professor ter que pegar 4 ônibus por dia para ir trabalhar. Ilegal, deveria ser o transporte público que esse professor pega para ir trabalhar. Ilegal, deveria ser um profissional com título de mestrado ganhar 2200 reais por mês, menos que: policial, bombeiro, cabelereiro, vendedor de roupa e mais umas 200 profissões diferenciadas. Entendam, não estou desrespeitando essas profissões. Elas não pagam de fato muito bem, é o professor que ganha muito mal. É simples. E lembrem-se, estou me referindo a um profissional com MESTRADO, altamente especializado, no qual foram investidos mais de 300 mil reais em 2 anos.

A retórica de que o professor parado prejudica o aluno não me convence. Se as nossas autoridades não querem ver a população prejudicada, que tenha coragem política para fazer uma revolução de verdade na educação.

JÁ DISSE ZILHÕES DE VEZES, EM SALA DE AULA, EM ARTIGOS. A SOLUÇÃO ESTÁ NA VALORIZAÇÃO DA PROFISSÃO. NA VONTADE POLÍTICA. Enquanto estiver assim, cada vez menos jovens procurarão a docência.

Essa revolução de mentirinha, faz-nos lembrar que isso na verdade é um golpe.

Golpe. Foi isso que o professor tomou na boca de seu estômago ao ter seu direito de greve como algo ilegal.

Foi dito a ele na forma da lei:"Fique quieto, faça seu trabalho. Respeite o cidadão. Ganhe pouco. Contente-se. Tá achando ruim? Caia fora. Imbecil."

É fácil enxergar só um lado da moeda. E a moeda do professor, para esses caras, é um centavinho muito atarracado.

Eles NÃO têm o nosso respeito. Não devem tê-lo nunca. Não votemos neles.

É isso. Com todo respeito, "meritíssimo".

Post Scriptum: "NÃO COMPRE O DIÁRIO DA MANHÃ."

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ANDANÇAS: UFG EM VÁRIOS ÂNGULOS 1

GOIÂNIA - ANO II - 102

Olá Químicos e Agregados.

Sabedor que sou. Descobri que tenho que emagrecer mais. Melhor do que andar ouvindo música, é andar tirando fotos. Assim, alguns ângulos da UFG. Nada de fato muito inédito, mas deixou a caminhada mais divertida. O bom que essas fotos me mostraram que meu grande talento está relacionado a ministrar aulas mesmo.

Vamos lá.

Em frente minha casa (que é "quase dentro do campus). Lá, ao fundo, eu juro, está a  Escola de Agronomia.

Prédio do NUPEC, em construção. Aqui é a rotatória perto da Educação Física.

Corredor para o prédio novo do Instituto de Informática e IESA.

Pista que leva ao CEPAE, escola de aplicação da UFG.

Atrás do CEPAE.

Atrás do CEPAE. Ao fundo, parte do bosque Saint Hilaire

Parte de baixo do bosque Saint Hilaire. Essa parte é dentro do Campus II.

Bosque Saint Hilaire.

Esperando a chuva passar.

Goiânia, de perto de reitoria. Atrás dos barracões da Unilever.

Chegando perto da reitoria. Entrada Sul.



É isso. Um mol de abraços a todos.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

SOBRE O PROJETO DE LEI 141 - A GRATIFICAÇÃO POR TITULARIDADE

GOIÂNIA - ANO II - 101

Olá Químicos e Agregados.

O blog ficou inativo por alguns dias. Final de semestre é pedreira das grandes.

Mas voltei para comentar o projeto de lei 141 proposto pelo senhor secretário da educação e gerador de uma quantidade bem grande de polêmicas. Já adianto. Achei um absurdo. Vou comentar os principais pontos. O primeiro deles é a tal da gratificação de formação avançada.

O primeiro ponto que me chamou a atenção foi a diminuição do incentivo a titularidade. Isto é, antes dessa proposta, o professor que tinha mestrado, obteria um acréscimo de 40% em seu salário. Se fizesse doutorado, tinha um acréscimo de 50%. O projeto prevê que o adicional de mestrado cai para 10% e o de doutorado para 20%. Isso quer dizer duas coisas:

1) Escancara a desvalorização da formação continuada, pois, quem, em sã consciência iria fazer um mestrado, que não é uma coisa simples, para receber 10% de aumento? E doutorado então?

2) Incentiva aqueles que farão o mestrado e o doutorado a abandonarem de vez a escola pública do estado. Sou formador de professores e também de professores com mestrado. O que vejo todos os anos são excelentes profissionais que poderiam ministrar aulas de química, biologia, física e matemática de mais alto nível para os cidadãos goianos que têm filhos na escola pública, deslocarem-se para empregos federais, como professores ou técnicos, em busca de melhores salários ou condições de trabalho. Vejam bem, empregos técnicos em nível federal pagam melhor do que o estado. Cabe lembrar que minha esposa tem um cargo de nível MÉDIO no estado e ganha, por quarenta horas, 1500 reais. Há coisas que são bastante estranhas nesse nosso estado.

Com títulos desse nível e se sentindo desvalorizado em seu ambiente de trabalho, você não abandonaria? Mas tenho outra pergunta. Que pai ou mãe não gostaria que seu filho tivesse aula com mestres altamente gabaritados? Pelo que vejo, só o senhor secretário não gostaria. Claro que não. Fatalmente ele não colocaria seu filho na rede pública, como não fizeram todos os outros secretários que o antecederam.

Vejam um exemplo simples. De acordo com o projeto de lei 141, o piso do professor PIII (Com licenciatura plena) seria de R$ 2.016,03, aplicando-se os reajustes previstos na lei 13.909 para progressão vertical. Logo, isso não é um aumento salarial, é tão somente a aplicação do piso e os seus reajustes por nível, conforme a lei. Com a gratificação do mestrado em 10%, o salário iria para R$ 2.273,00. Rídiculo para um título de mestrado. Importante salientar que o próprio reajuste na progressão vertical foi alterada pelo projeto de lei, achatando o salário em um efeito cascata. Tal aspecto está muito melhor explicado no blog Mobilização dos Professores de Goiás. Recomendo.

Fica claro que a tal da titularidade proposta pelo governo é uma desonra, uma vergonha. Sinceramente, vou recomendar fortemente que meus professores lutem pelos seus direitos, mas que prestem concurso para os Intitutos Federais ou para as Universidades. Radical? Não, quando todos sabem que luto pela federalização das escolas estaduais e municipais. Mas isso é história para outro post.

Caros, a titularidade não pode e não deve nunca ser incorporada a salário, como sugere o projeto de lei. Salário base é uma coisa, titularidade é outra. Um título de mestre ou doutor para um professor da rede pública deveria ser motivo de comemoração, de júbilo e claro, de valorização. Em qualquer plano de carreira que se preze, o adicional de titularidade é um incentivo ao servidor, para que ele se especialize, continue a se formar, a aprender, a se valorizar e valorizar o seu público, seus alunos e aqueles que pagam seu salário, o trabalhador brasileiro. Pergunto novamente: que pai e mãe não gostariam que seu professor fosse o mais titulado possível?

Essa medida quer dizer o seguinte: não adianta fazer um mestrado. Aqui no estado você não será valorizado. Nem falo do doutorado.

Volto em outro post para comentar a tal da Gratificação de Desempenho.

Recomendo a presença de todos no blog Mobilização dos Professores de Goiás. À luta.

Nesse intervalo, escrevi, juntamente com a Prof. Agustina, Profa. Nyuara e Profa. Marilda, um artigo que foi submetido a Assessoria de Comunicação da UFG para ser encaminhado para um veículo de grande circulação. Estamos aguardando...Qual será a perspectiva em se tratando de nossa imprensa?

Um mol de abraços a todos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SEGUNDO DIA DO II SELIQ

GOIÂNIA - ANO II - 100

Olá Químicos e Agregados.

Nada mais representativo do que o post número 100 do Blog do IQ UFG ter como tema o segundo dia do II SELIQ - IQ - UFG. 

Hoje foram as apresentações orais dos trabalhos de pesquisa dos alunos da Licenciatura. Foram apresentados 11 trabalhos orais. A dinâmica consistia em uma apresentação de 20 minutos e 10 minutos para questionamentos diversos da platéia(eia) e dos professores.

Penso que a avaliação foi muito positiva. 20 alunos, 11 trabalhos prontos para serem encaminhados a revistas científicas especializadas e o melhor, a convicção de que estamos formando muito bem por meio da pesquisa, um dos objetivos do nosso curso de Licenciatura em Química. 

É muito bom ver que os alunos apresentam e discutem com propriedade as diferenças teórico-metodológicas entre a pesquisa em ensino de química e a pesquisa em química.

As temáticas foram ricas e diversas e podem ser vistas aqui.

Aliás, ficamos muito felizes com a presença de alunos e professores. Somamos 106 inscrições no primeiro dia, sendo que 56 dessas pessoas voltaram no segundo dia somente para as apresentações orais dos alunos. Todos do IQ - UFG.

Agradecemos a presença de vários alunos da licenciatura e do bacharelado e de vários professores do IQ - UFG de outras áreas que não o Ensino de Química.

PARABÉNS A TODOS.

Encerro com fotos do Segundo dia do II SELIQ. Até o ano que vem!

Área de Ensino de Química do Instituto de Química da UFG 
(Da esquerda para a direita: Agustina, Anna, Márlon e Nyuara)

Apresentação T01 -  Eduardo de Melo Ferreira Umbelino do Nascimento
 Apresentação T02 - Jesse Misael Quinde Suarez

 Apresentação T03 - Ana Lidia Vieira de Souza e Maelí Lima Campos

 Apresentação T04 - Maria Alciony Rosa da Silva Batista e Lucas Dias da Silva

 Apresentação T05 - Flávia Carneiro Gonçalves

 Apresentação T06 - Laís Brito Lopes e Thiago de Almeida Fernandes

 Apresentação T07 - Edna Sheron da Costa Garcez e Pedro Henrique Alves Araújo

 Apresentação T08 - Gustavo Batista da Cruz A. dos Santos e Caio Cesar Marcelino Soares

 Apresentação T09 - Layla Karoline Tito Alves

 Apresentação T10 - Rodrigo Alexandre Ferreira

Apresentação T11 - Ademir Rodrigues da Silva Junior e Lismone Helrigle Sousa

Coordenação do SELIQ (Márlon e Nyuara) e Thiago Presunto (De sonoplasta, carpinteiro até garçom e TI)

SELIQeiros - Apoio Técnico Incomensurável no Segundo Dia.
(Da Esquerda para a direita: Paulo, Jonney, Gerson, Warlandey e Thiago Presunto)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PRIMEIRO DIA DO II SELIQ

GOIÂNIA - ANO II - 99


Olá Químicos e Agregados.


HOJE foi o primeiro dia do II SELIQ.


Das 10 até às 12 horas, tivemos a abertura com a presença do Diretor do Instituto de Química, Prof. Dr. Neucírio Ricardo Azevedo, o coordenador dos cursos de Química, Prof. Dr. Flávio Colmati Junior, a coordenadora de Estágios da UFG, Prof. Dra. Marilda Shuvartz e a Coordenadora de Estágios da Licenciatura do IQ - UFG e a Coordenadora do Evento, Profa. Dra. Nyuara Araújo da Silva Mesquita. 

Depois da cerimônia de abertura, tivemos a apresentação da palestra do Prof. Dr. Márlon Soares, sobre formação de professores.

Algumas fotos da abertura e da palestra. 


Professores Flávio, Neucírio, Marilda e Nyuara


Professores Flávio, Neucírio, Marilda e Nyuara.


Vista Geral da Mesa Diretora e do Mestre de Cerimônias (Professor Márlon)


Palestra de Abertura (Professor Márlon)


Coordenadores do II SELIQ (Professores Nyuara e Márlon)


LEQUALIANOS no intervalo do almoço (Eduardo, Flávia, Nyuara, Márlon, Layla, Edna, Thiago Presunto, Sô Krebs, Tamara e Pedro).


Após o almoço (14:00 até às 18:00 horas) tivemos as palestras do Prof. Dr. Gerson Mol da UnB e da Prof. Martha Reis, autora de livro didático aprovado pelo PNLD 2012. Após as palestras, a mesa redonda sobre livro didático, com a presença dos palestrantes e da Prof. Dra. Agustina Echeverría, mediados pela Profa. Dra. Anna Benite.


Palestra do Prof. Gerson Mol


Palestra Profa. Martha Reis


Mesa redonda (Professores Gerson, Agustina, Anna e Martha)


Visão Geral do Período da Tarde.


É ISSO. Obrigado a todos os participantes no primeiro dia do II SELIQ.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

II SEMINÁRIO DA LICENCIATURA EM QUÍMICA DO IQ - UFG

GOIÂNIA - ANO II - 98


Olá Químicos e Agregados.

Nos dias 23 e 24 de novembro (Quarta e Quinta Feiras) ocorrerá no Anfiteatro do IQ I o II Seminário da Licenciatura em Química do IQ - UFG (II SELIQ).

Dessa vez, teremos três palestras, uma mesa redonda e 11 apresentações orais dos trabalhos de pesquisa dos alunos da Licenciatura em Química.

Confiram a programação completa no link a seguir:


Contamos com a participação de todos.

Um mol de abraços.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SOBRE OS ALUNOS DA USP E A INVASÃO DA REITORIA


GOIÂNIA - ANO II - 97

Olá Químicos e Agregados.

Bom. Teve um tempo em que eu fui aluno. E acreditem, fui do movimento estudantil. Fui presidente de Centro Acadêmico e até disputei uma eleição para o DCE na UFU (Tá certo que a chapa era de protesto, mas isso é outra história).

Caso não saibam, saberão agora. Já invadi reitoria em 92 para empossar um reitor eleito pelo voto e dormi em anfiteatro invadido a favor da moradia estudantil em 94. Tudo isso na gloriosa Universidade Federal de Uberlândia. Tá certo que minha vida era mais fácil do que os colegas que realmente dormiam todos os dias no anfiteatro invadido. Morava em Uberlândia e simplesmente ia pra casa tomar banho. Mas isso também é outra história. Vamos ao tema.

      Para mim, depois de todos os acontecimentos, fica claríssimo que o problema não foi gerado por causa da prisão dos alunos que fumavam maconha. É importante que todos saibam alguns detalhes interessantes, na forma de tópicos a serem discutidos: 

   1) O atual reitor foi empossado pelo Serra, mesmo tendo perdido a eleição entre os professores, técnicos e alunos. O Serra, na época governador, indicou um nome da lista tríplice, o reitor Rodas, homem forte de seu governo, dentro da USP;
    2)  A falta de segurança no campus da USP é uma realidade NACIONAL. A universidade simplesmente passa a repetir o que acontece em grande escala em nossa sociedade. Tá aí a UFG que não me deixa mentir, nem minhas alunas do LEQUAL (Flávia, Monah Lisa e Layla Roussef) assaltadas a mão armada no ponto de ônibus da UFG.

Discutirei esses dois pontos.

O primeiro, diz respeito ao movimento estudantil da USP, tentando se organizar para combater e pedir providências quanto ao que consideram várias bobagens e ações não transparentes da atual reitoria, empossada pelo Serra. Segundo os alunos, o reitor é investigado pelo Ministério Público por corrupção, nomeação de cargos públicos sem concurso, além de várias decisões que ferem a autonomia universitária. 

Nesse sentido, apoio a ação do movimento estudantil da USP e não há como não fazê-lo. É papel de estudantes de uma universidade exigir que ela seja uma universidade. E É papel da universidade formar cidadãos críticos, pois uma simples formação técnica especializada é papel de cursos técnicos. Universidades devem formar pensadores, transformadores e formadores de opinião em todas as áreas.

Rechaço aqui o papel equivocado de minorias de estudantes, que derrotados em assembléia estudantil, resolveram invadir a reitoria. Assim, critico a desorganização do movimento, infelizmente aparelhado por partidos políticos. Não rechaço o protesto, que acho válido. Critico a desunião e ações que não consideram a decisão democrática em assembléia.

Mas até aí, também não devemos ver a invasão como um problema enorme. A mídia vê tal invasão como uma coisa completamente absurda. Estudantes devem usar vários meios de protesto e a invasão é uma delas. Lembro-me de amigos durante as invasões que participei em 92 e 94 que sempre diziam: “É protesto pessoal. Vamos deixar tudo limpo, não quebrar nem pichar nada, já que isso é patrimônio público e quem sustenta isso é o povo que a gente defende...”. Guardo isso até hoje, como mote de minha carreira acadêmica.

O problema está na minoria que picha, suja, depreda e se esconde. Aí a mídia explora isso como se todos os estudantes da USP fossem desocupados, baderneiros, maconheiros, riquinhos, entre outros “adjetivos”. Uma ação bem orquestrada para tentar passar para a população uma mensagem bem clara: “Estão vendo? Tudo safado! Tem que cobrar mensalidade desse povo! Olha que absurdo!”. Porque os grandes meios de comunicação representam uma elite que ainda não quer largar seu osso. E essa mídia não quer saber dos reais motivos da invasão, como já descrevi acima.

E infelizmente, muita gente acredita nisso e tal aspecto se espalha na rede em uma velocidade espantosa, exatamente porque os próprios alunos de universidades, que deveriam ser críticos e analisar todos os lados da questão não o fazem e acreditam piamente no que a grande mídia coloca como verdadeiro.

Em relação ao segundo ponto, a violência dentro da universidade. Sou a favor da segurança dentro do campus. Se ela virá com a PM ou com uma polícia universitária, não é possível saber e é por isso que a discussão tem que ocorrer, não só na USP, mas em todos os campi que passam pelo mesmo problema.

Nossa preocupação não deve ser se a PM faz ou não o seu papel, ou se não sabe lidar adequadamente com estudantes universitários. Devemos nos pautar em decisões negociadas sempre e a PM deve seguir esse caminho e não o da violência contra estudantes. Nossa preocupação deve ser o fato de que a bandidagem simplesmente descobriu que as universidades são uma mina de dinheiro e uma ilha isolada sem qualquer tipo de segurança, calcada no lócus do conhecimento, mas sem nenhum tipo de policiamento. Esse é o problema, hoje.

Universidades são o lócus do conhecimento, a supremacia da ciência frente a interesses econômicos ou políticos. A PM é o instrumento de poder e de presença do estado dentro de uma universidade e é isso que é perigoso em termos de autonomia universitária. A solução talvez seja a reativação das guardas universitárias, devidamente paramentadas e não sucateadas. Essas soluções paliativas e terceirizadas de Seguranças de Patrimônio, como na UFG, não adiantam definitivamente, NADA, como todos sabemos. E é por isso que o movimento é interessante, para chamar a atenção para essas discussões que devem ser realizadas em todas as universidades.

Enfim. Não sou contra o movimento dos alunos da USP. Mas sou contra a forma com que tais ações foram realizadas, o que denota um movimento partidário sem união. Concordo com todas as reivindicações dos estudantes da USP, mas devo discordar que os fins justificam os meios. Mas também não concordo com a ação do reitor em mandar tirar os estudantes a partir de uma ação não negociada, na base da violência, que se não tiver sido física, foi moral.

Bom. Opinião é isso. Essa é a minha. Abraços a todos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

SEXTA FEIRA DA CANÇÃO XIV

GOIÂNIA - ANO I - 96

Olá Químicos e Agregados.
Hoje é feriado. Para mim pelo menos. Após uma batalha épica entre institutos, faculdades e pró-reitoria, eis que ganhamos. Muito calor foi o que ganhamos.
Hoje estou saudoso e romântico. Sim! Isso quer dizer que eu vou colocar uma música velha, como é peculiar. "Mais uma música velha", diria a professora Nyuara. Mas eu sou novo, é bom lembrá-la. A música é uma que faz tempo que eu não ouvia. E convenhamos, não é ótima a sensação que temos quando ouvimos uma música que há tempos não ouvíamos? O clipe é velho e tosco, mas a música é boa...
Então vamos lá!
Hoje: Nazareth - Love Leads to Madness.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O PACTO PELA EDUCAÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

GOIÂNIA - ANO I - 95

Olá Químicos e Agregados.

Sim. Dei uma boa sumida dessas áreas, mas cá estou, de novo. Mais chato do que sempre.

Bom. Como todos já sabem, o Secretário da Educação do Estado de Goiás, lançou o Pacto pela Educação. Segundo ele, é um conjunto de medidas que visam mudar a educação nos próximos 25 anos no estado.

São 5 pilares básicos. E sim, o chato aqui vai analisá-los um por um. Você inclusive pode lê-lo na íntegra, clicando aqui. Assim, você me ajuda, comparando o que está lá com o que eu vou escrever aqui, para que eu não fique com a fama de mal humorado ou insistentemente contrário ao governo. Já adianto, que tem coisa que eu concordo. (Ouço gritos de júbilo!!!).

Bão? Então vamos começar pelo começo. O post vai ser um pouco longo, mas os próximos devem ser mais curtos. 

Vamos lá: PRIMEIRO PILAR:

A) Valorizar e fortalecer o profissional da Educação

A primeira parte desse item tem o título: O que já foi feito.

Lá ele diz que um dos passos foi valorizar a gestão. Eleições para diretor, essas coisas. Mas o interessante é que lá ele não diz que os diretores eleitos tiveram que assinar um termo de responsabilidade do tipo, caso a nota do IDEB da escola não melhore, tal diretor pode ser exonerado. Logo, o que está escrito lá em relação a essa pressão por resultados, simplesmente...não está escrito lá. Já escrevi sobre isso aqui.

Mas tem coisa boa. Diz que a remuneração para o diretor teve um acréscimo de 45% na gratificação. Bom, dinheiro é sempre bom, né? Mas alguns diretores já me informaram que não é beeeemmm assim. 45% sobre um valor pequeno (Porque não é sobre o salário, é sobre a gratificação de diretor) também é pequeno, né? Mas dinheiro é dinheiro, nem que seja para o dobro do trabalho e a pressão por resultados.

E diz também que o diretor vai fazer uma pós graduação em gestão escolar. Bom também. Vamos ver se isso vai pra frente mesmo. Essa é uma iniciativa boa.

Dentro desse item tem outros títulos. Vou dar pitaco em mais um deles, deixando outros para outros posts: O que a reforma propõe - 1. Valorização da Carreira do Profissional da Educação.

Nesse tópico o pacto diz que vai procurar pagar o piso. Isso parece bom, mas vejam bem, isso não tem que ser um pacto, pois é tão somente uma LEI QUE NÃO ESTÁ SENDO CUMPRIDA. Como uma lei que não está sendo cumprida pode figurar em uma reforma a ser realizada? Isso ainda me parece meio surreal, como é para os professores do nível médio.

Diz que vai criar carreiras na rede. Carreiras atrativas. Ótimo. Carreira atrativa é aquela que paga bem. Diz que focará três caminhos: a docência, a especialização pedagógica e o caminho da liderança (?). Isso, segundo o pacto, vai garantir a contratação de profissionais especializados.
Ótimo, parece bom. Mas é importante lembrar que para contratar profissionais especializados para essa pretensa mudança, tem que tornar a carreira atrativa. NÃO me engano como formador. Meus jovens licenciandos acham muito atrativo uma carreira QUE PAGA BEM! Começa por aí. Logo, isso pode vir a atrair pessoas para cursos de licenciatura iniciando um círculo virtuoso.

Digo isso pois de 9 Licenciados que já foram alunos meus de mestrado, eram professores da rede. Gostariam de ter ficado, mas até pedirem exoneração e adentrarem uma carreira profissional em nível federal, não tinham ainda recebido o adicional por serem mestres. Isto, é, os bons vão embora rapidinho. E se ainda não foram, falta pouco, pois vai ter bastante concurso federal no ano de 2012. Acho melhor o governo estadual se apressar um pouco.

A revisão do estágio probatório é uma boa. Não pode ficar só em papel.

Diz que vai rever os mecanismos de promoção para torná-los mais objetivos e meritocráticos. Bom, esse eu vou ficar no aguardo para analisar, porque da forma como foi escrita essa frase, não me diz absolutamente, nada.

Bom, acabei a primeira parte. Se você conseguiu chegar até aqui. Logo eu volto com a análise das outras partes desse pilar.

Um mol de amplexos delirantes...